Chuva nos treinos, pista curta e estreita, asfalto sem o emborrachamento necessário e, claro, tráfego compuseram um cenário bem ruim para os pilotos que brigam pelo título na Indy. Ryan Briscoe, Scott Dixon e Helio Castroneves ficaram lá atrás culpando tráfego. Helio vai sair em décimo, Briscoe o décimo primeiro e Dixon em oitavo.
A pole, porém é do também candidato ao título deste ano Dario Franchitti. O escocês teve pista livre e andou muito pra fazer de dois décimos de segundo mais rápido que o segundo do grid o australiano Will Power na terceira Penske.
Tony Kanaan ficou apenas em vigésimo depois de um acidente no terceiro treino livre. Rafael Matos é o nono, Mario Moraes é o décimo terceiro.
A corrida para os brasileiros promete ser bem difícil.
domingo, julho 12, 2009
quinta-feira, julho 09, 2009
Toronto

Pista interessante, fãs apaixonados em uma das mais belas cidades que conheci. Toronto é a maior do Canadá e costuma ser dublê de Nova Iorque em muitos filmes de Hollywood por causa do custo mais baixo de filmar ali e, claro, pela semelhança de algumas de suas esquina com a considerada capital do mundo.
Toronto tem alguns dos melhores restaurantes de qualquer tipo de comida, o tráfego é civilizado, os hotéis são para todos os bolsos e pra completar o clima da cidade, nessa época do ano, mistura 23 graus de temperatura ambiente e um vento constante que faz de qualquer caminhada, ou mesmo corrida no parque, algo prazeroso.
Foi numa das lojas de música da cidade que conheci a banda Garbage. Indicação de uma das atendentes. As guitarras da marca Ibañes estavam em promoção, pena não ter mais dinheiro naquele dia...
Em 2001 produzi para a TV Record Internacional o programa "Fala Brasuca" que contava a história de brasileiros pela america do norte. E em Toronto também tem uma comunidade de brasileiros. Imersos no frio de sete meses anuais da cidade (inimagináveis nesses dias de verão), os brasileiros alí são trabalhadores admirados pela força de vontade e facilidade de adaptação. Uma das moças dessa cominudade, a Rose me contou que passou 16 anos em Toronto até poder voltar para casa, em João Pessoa. Voltou, viu as irmãs e os pais, chorou pelo tempo perdido e pelos rostos que quase nem conhecia mais. Passou um inverno na Paraíba e voltou para Toronto, sua casa, onde o filho João torce por Tony Kanaan.
Que na volta da Indy para a cidade a Rose, João e os outros brasucas da comunidade possam curtir uma corrida a altura da nossa espectativa por estar de volta a uma cidade tão querida por todos. A pista, bem a pista é parecida com a Long Beach.
segunda-feira, julho 06, 2009
Incêndios

Acabo de ler no Tazio.com.br que os equipamentos da equipe Action Power foi integralmente perdido depois de um incêndio da carreta da equipe em sua viagem de São Paulo até a sede da equipe em Curitiba.
Lembro que no ano passado dois incêncios também destruiram os equipamentos da equipe do Marcos Paioli que voltava de uma prova em Tarumã e do piloto de motos Juca Bala durante o rali dos Sertões..
Perdas irreparáveis.
Mas eis que chega na minha caixa de mensagens este release da minha amiga Silvana Grezzana que faz assessoria de impresa da piloto Helena Deyama e da navegadora Joseane Koerich.
A história passa também por um incêndio mas tem um final feliz.
Copio o material escrito pela Silvana que segue:
"....
Experiente em desafios, Helena encarava o seu 10º Rally dos Sertões, ao lado da navegadora Josi, tinha tudo para chegar à frente, e fazer bonito concorrendo ao lado da grande maioria dos competidores do sexo masculino. Porém, um incêndio na sétima etapa pôs um ponto final na disputa da dupla. Após o momento de grande frustração e tristeza, elas contaram com o apoio por onde passavam para seguir em frente, inclusive de adversários, que deixaram a competitividade de lado, e se mostraram solidários ao incidente com a dupla.O primeiro a tomar uma atitude para ajudar Helena, foi o amigo e experiente piloto Reinaldo Varela. "Ele teve a ideia, durante o briefing dos competidores de fazer uma rifa de um jogo de pneus Goodyear, de competição. Na mesma hora todos aderiram à iniciativa, e começaram a comprar os números que foram confeccionados em papel no improviso, a Nani esposa do Varela ajudou, junto com a Josi, e até os pilotos de moto compraram a rifa", contou Helena. Mas este foi apenas o início da reviravolta na história. A rifa foi sorteada na festa de premiação, dia 04, em Natal. No momento do sorteio, Helena foi chamada à frente para que fizesse um depoimento. Muito surpresa, e emocionada, Helena contou que em todos esses anos participando da competição, aprendeu que a prova é uma lição de vida. "Esse ano essa lição foi um pouco mais dura. Ainda não tinha caído a ficha do que ocorreu, e só me serviu para mostrar que nas horas difíceis, é que você vê que tem amigos verdadeiros, e que o rali é uma grande família", afirmou Helena, emocionando a todos.Após o discurso, foi feito o sorteio da rifa dos pneus, e o grande vencedor foi o diretor de prova, Jaime Santos, que agradeceu, porém não pôde aceitar o prêmio, pois não teria como levar para casa, pois mora em Portugal. Sendo assim, decidiu fazer uma doação dos pneus, proporcionando um novo sorteio. Com a sugestão da navegadora Josi, foi decidido que seria feito um leilão.O leilão saiu para o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Clayton Pinteiro, concluído em R$ 3.100,00. Este, novamente não quis o prêmio e sugeriu que o mesmo fosse doado a uma instituição de caridade. Certa de que as emoções já haviam terminado Helena, foi novamente pega de surpresa. Desta vez, pelo piloto da equipe Volkswagen, o príncipe do Qatar, Nasser Al-Attiyah, em uma atitude muito digna, após entender o que estava acontecendo, decidiu doar uma quantia em dinheiro para Helena.Como não fala português, Nasser escolheu seu companheiro de equipe, o brasileiro Eduardo Bampi como porta-voz. Segundo Bambi, o piloto estrangeiro ficou muito comovido com a história, e por isso, doou a Helena à quantia de 20 mil dólares. "Nunca passei por tanta emoção em minha vida, ele fez essa doação, e disse que quer nos reencontrar na próxima edição do rali. Houve também, nessa hora uma certeza de quebra de preconceitos, de estigmas de existir uma dupla feminina nas provas de rali", disse Helena, certa de que a 17ª edição do Rally dos Sertões foi a mais tocante de toda a sua história. "Não posso esquecer de dizer que a Josi foi muito mais que uma navegadora, foi uma companheira de verdade, uma guerreira em todas as horas", finalizou Helena, complementando dizendo que a dupla já tem planos de correr novamente, na 18ª edição .
Uma bela história, não?
domingo, julho 05, 2009
Dale Coyne
Ele já havia tentado de tudo pra montar uma equipe competente nos EUA. até se associou com um jogador de futebol americano e cheio da grana, Walter Payton. Mas nada fazia o time de Dale decolar. Nem os incontáveis "pay drivers" que levavam grana sim, mas largavam um bocado de peças tortas e mecânicos desmotivados em sua garagem.
Foi preciso a unificação da Indy pra ele começar a ter equipamento num nível parecido com o da concorrência. Os pilotos Mario Moraes e Bruno Junqueira ajudaram no ano passado com talento e capacidade de investimento. Bruno trouxe para a equipe o que faltava, um engenheiro competente, Bill Papas.
Os dois brasileiros sairam, veio Justin Wilson e se a vitória não veio em St.Pete este ano, veio agora em Watkins Glen. Competência do começo ao fim, com estratégia e velocidade. Carro bem acertado e piloto no seu melhor.
A primeira vitória da Dale Coyne nos conta de uma equipe que pode passar a viver novos tempos, caso o dono não veja com essa vitória apenas o consequente aumento de valor de seus carros em um eventual aluguel.
A foto acima eu fiz em Indianápolis, pouco antes de Dale Coyne cumprimentar Tomas Scheckter
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