Pensando em segurança e baixo custo a Indy anunciou o novo chassi a partir de 2012. Na verdade o chassi vai ser quase o mesmo, com a Dallara vencendo o fornecimento da célula de sobrivivencia de modo exclusivo mas abrindo a participação das equipes e de outros fabricantes na construção e fornecimento do pacote aerodinâmico.
Peças como laterais, tampa de motor, asas...um bocado de coisa. Tanto que esses novos fornecedores poderão fazer carros visualmente bem diferentes uns dos outros e poderão também batizar esses carros. Imagino já um Ganassi e um Penske brigando nas pistas com soluções diferentes para as questões de velocidade em retas e pressão aerodinâmica nas curvas. Ok que tudo terá de ser aprovado pelos comissários antes de ser colocado em prática, nas pistas, mas já é um estímulo para as equipes.
Mas é exatamente ai que resta uma possibilidade de aumento de custo que deve ser muito bem fiscalizada pela Indy. Quem tem mais, gasta mais e pode andar na frente. Tudo bem que já é assim, mas o custo 45 por cento menor do novo chassi pode sumir logo de cara. Mas se essa é a essência da competição, pelo menos as quipes terão esses 45 por cento a mais pra gastam no estudo e construção de suas próprias soluções.
Estou otimista, como sempre. Acho que esse pacote foi inteligente em manter a Dallara e tudo que ela desenvolveu na segurança desse chassi, da cëlular de sobrevicencia que os pilotos usam hoje. Um novo fabricante teria uma defasagem no inicio, algo que não pode acontecer quando se fala de uma categoria que acelera em oval. Esse tempo já passou.
Agora aguardo pra saber quem seriam os fornecedores dos motores V6, turbo com 2,4 litros.
quarta-feira, julho 14, 2010
domingo, julho 11, 2010
Embreagem emocional
Sebastian Vettel é o marvado da hora da F-1. Ninguém pode negar que as ultrapassagens que fez durante o GP da Inglaterra em Silverstone foram demonstração de sua qualidade técnica como piloto. Coordenação, controle do carro, antecipação, coragem...esta tudo ali. Mas ainda treme sob pressão.
Largou da pole Position mas errou. Atribuiu isso a uma falha na embreagem mas mesmo com essa falaha ainda teria como se recuperar sem as duas saídas da pista que teve logo na sequência. Pneu furado, ritmo alucinante ainda foi ajudado pela entrada do Safety Car.
Falta ao alemão Vettel uma dose de frieza que a idade ainda não lhe confere. Tem meio campeonato pela frente pra adquirir isso, se queiser o titulo. Contando ainda que o ambiente na equipe está dos mais atribulados, vamos ver quem é o Vettel piloto no meio desse turbulhão de egos e decisões precipitadas.
Largou da pole Position mas errou. Atribuiu isso a uma falha na embreagem mas mesmo com essa falaha ainda teria como se recuperar sem as duas saídas da pista que teve logo na sequência. Pneu furado, ritmo alucinante ainda foi ajudado pela entrada do Safety Car.
Falta ao alemão Vettel uma dose de frieza que a idade ainda não lhe confere. Tem meio campeonato pela frente pra adquirir isso, se queiser o titulo. Contando ainda que o ambiente na equipe está dos mais atribulados, vamos ver quem é o Vettel piloto no meio desse turbulhão de egos e decisões precipitadas.
quinta-feira, junho 17, 2010
Pneus e aderência 2
Nesta quinta feira o site da revista inglesa Autosport anunciou que a Bridgstone gostou do que viu na corrida do Canadá e já trabalha pra levar para a prova da Alemanha, no final de julho, apenas compostos médios e super macios.
A idéia é manter o nível de segurança mas deixando espaço para estratégias de uso dos pneus que aumentem a emoção das corridas, exatamente como comentamos aqui no último post.
O que vimos no Canadá foi uma corrida como se fosse na chuva, imprevisível, emocionante para público e também para os pilotos. O diretor de desenvolvimento de pneus de motorsport da Bridgestone, Hirohide Hamashima, afirmou que não quer correr o risco de fornecer pneus que criem bolhas, pois elas representam risco para a segurança dos pilotos. "Se pudermos prever com confiaça que os pneus super macios não vão criar bolhas vamos alocá-los para as próximas corridas", disse Hamashima a revista inglesa.
Para a corrida de Valência a Bridgestone já havia se preparado pra levar os super macios, mas vai produzir novos pneus super macios com as informações coletadas na corrida do Canadá. Mesmo sabendo que aquela pista apresenta condições especiais para esses compostos, a fábrica aprendeu muito na corrida.
É que a pista do Canadá é tão lisa que mesmo os super macios não deformavam o suficiente para aquecer com rapidez, principalmente no início da corrida.
Eu espero que eles acertem a receita e façam mais Canadá nas próximas corridas. A gente merece, não?
segunda-feira, junho 14, 2010
Pneus e aderência
Vimos nessa corrida do Canadá o quanto a aderência dos pneus, os compostos utilizados e, claro, a pista, determinam a qualidade do espetáculo para o público e o desafio técnico para equipes e pilotos. Os pneus sozinhos são capazes de refazer a cara de uma categoria!
Por isso as negociações com Michelin, Pirelli e até mesmo a Bridgestone são tão longas e complicadas até.Toda a discussão que cerca a escolha do novo, ou dos novos fornecedores de pneus da F-1 a partir de 2011 é mais que uma simples questão logística ou comercial e de marketing.
Do ponto de vista de Marketing faz todo sentido fornecer os pneus para a F-1. A exposição planetária que se consegue tem alto valor para a imagem da marca. Somente marcas tradicionais e muito bem estruturadas conseguem encarar o desafio logístico e técnico de fazer pneus para os sofisticados carros da categoria. Como todo o mundo sabe disso, ter sua imagem ligada a esse desafio já diz muito do produto que esse fabricante disponibiliza para uso nas ruas.
Para o lado interno da categoria, esse fornecedor pode produzir pneus com determinadas características de construção e compostos que valorizem não apenas o equilíbrio entre os carros e equipes , mas também o desafio técnico de aderência e durabilidade.
No Canadá, os pneus a que fornecidos tinham um deficit importante em aderência e durabilidade. Essa foi a chave do equilibrio da disputa, e mais, da qualidade do espetáculo para o público.
Pista abrasiva na corrida, suja nos treinos e nem precisamos de chuva para ver outra prova interessante na F-`1.
Que a FIA use essa prova de exemplo pra escolher seu novo fornecedor de pneus. Vai ser mais barato fazer as corridas mais interessantes usando os pneus do que elocubrar motores e pesos, asas e alturas que até agora, diga-se, não tiveram o resultado esperado. Pelo menos na relação custo x benefício.
Celso Miranda
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