domingo, fevereiro 14, 2010

“Nunca antes na história deste país”




O Bordão do presidente Lula cai aqui como perfeita expressão da Indy em São Paulo. Obra pra ninguém botar defeito,pra ninguém duvidar da capacidade do brasileiro. E os americanos estão espantados com a velocidade com que tudo foi feito.

Até o neozelandês Tony Cottman que trabalha com Charlie Whiting como delegado da FIA, junto montando circuitos de rua em todo planeta se espantou com a capacidade de realização dessa, nossa, turma.

Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado, Reunion, Sport Promotion, Band, Image e, claro, a IRL estão todos empenhados no trabalho e torcendo pra que o Carnaval acabe logo.

Quando você ler esta edição de Speedway, já teremos a prova pronta. O que se viu nos quatro meses entre a prova e o dia em que a produção começou, foi uma revolução.

Asfalto, pneus, muros e alambrados. Comunicados, tubos, ingressos e material promocional. Quem estava no time trabalhou muito e pouco sono teve pra confundir sonho com pesadelo. O negócio foi Trabalho.

Ninguém nesse time de centenas de pessoas teve tempo pra algo mais que trabalhar. Jornais foram esquecidos, muito café tingiu suas xícaras e mesas embalando noites em claro. Mapas e plantas, reuniões e claro, os tratores e rolos compressores. Em todos os sentidos esses heróis da São Paulo Indy 300 traduziram e transformaram o que era um parque de eventos em pista de corrida e nela um grande evento Internacional.

Uma reta de mil e quinhentos metros e um “S” de samba no final do sambódromo são os pontos onde se prevê que a maior dose de emoção vai ser gerada. Os emocionados espectadores, no ritmo dos motores movidos a etanol brasileiro vão testemunhar o nascimento de uma nova fase da Indy no Brasil.

Emerson Fittipaldi começou tudo isso em 1984 mas não poderia imaginar que vinte e seis anos mais tarde fossemos ter uma festa de Indy nas ruas de São Paulo. Muito menos que mulheres estariam na pista batendo rodas disputando curvas e que uma delas seria brasileira.

Só mesmo repetindo o presidente que vestiu o capacete pra comemorar a prova que prefeito da cidade e governador do estado apoiaram tanto.

“Nunca antes na história deste país”.

Já estamos de parabéns.

domingo, janeiro 24, 2010

F3 Open

Uma bela idéia pra salvar o que chamo da melhor e maior escola do automobilismo profissional. Quem quer alguma coisa no automobilismo tem de passar por essa escola. E se for em casa, melhor. Afinal o jovem piloto vai aprender em sua língua a lidar com dados técnicos e reações dos bólidos mais sofisticados que se pode usar, fora da F-1.
Mas quando vemos o Brasil Open de F-3 com apenas oito carros só podemos lamentar. O empresário Dilson Mota, organizador do campeonato sulamericano de F-3, contabiliza ao menos 33 carros de F-3 prontos pra participar de uma corrida como o Brasil Open de F-3. Onde eles estavam neste final de semana? Alguns pilotos me disseram que o preço pedido pra fazer a prova girava entre 60 e 80 mil reais. Um final de semana!
Nem quero aqui fazer conta para o negócio dos outros, mas acho que era mais que tempo pra se INVESTIR na categoria. Era o momento para colocarmos todos esses carros em acáo pra mostrar a força da categoria e do mercado brasileiro para o automobilismo internacional. Imagine as equipes européias vindo participar da prova depois da famosa corrida de Macau. Afinal, teriam a chance de correr numa pista famosa, sede de uma etapa da F-1, numa época em que eles só podem olhar a neve cair.

Neste primeiro Brasil Open de F-3 a equipe inglesa, a Hi-tech, participoue e venceu com o piloto irlandês Willian Bouller. Como eles vão contar lá sobre essa vitória já que correram contra outros sete carros?
Falha nossa!!!

domingo, janeiro 17, 2010

Treinos em Sebring


Já nesta segunda feira os pilotos da indy fazem um shake down dos equipamentos que vão usar nesta temporada. O treino está marcado para a pista de Sebring na parte central da Florida.
Os carros da Indy são basicamente os mesmo desde 2005 mas apesar dessa estabilidade toda, as equipes trabalham muito pra conseguir alguns desenvolvimentos. Segredos de estado que passam pelos materiais usados na fabricação de tudo que for possíve de acordo com o regulamento.
Com os câmbios dos carros agora tendo a marcha ré, as equipes tem de conhecer melhor o trablaho com esse câmbio e os pilotos tem de trabalhar agora com o risco maior de quebras nesse componente. A nova caixa de marchas foi feita pela X Trac, parceira da Indy há um bom tempo, com um custo apenas cinco mil e quinhentos dólares maior. mas se um erro de montagem ou operação acontecer o custo é muuuiiit maior.Por isso os treinos são importantes.
A Bridgestone/Firestone tembám está com novos compostos de pneus e esso é um dos fatores que mais mudam o acerto de um carro.
Mesmo no frio que deve estar agora em Sebring, os treinos com tanto trabalho vão ser animados. Afinal, eles voltam a fazer o que gostam.

2010 Ainda sob crise


Foram quatro dias em Indianápolis pra oerceber que a crise financeira é bem ior na terra deles que na nossa. Quatro dias perceber que a irl sem prepara pra enfrentar esse cenário com o conservadorismo que marcou sua história desde 1995 e que, em última instância, garantiu sua sobrevivência aos antigos concorrentes.
O conservadorismo de manter este ano os chassi Dallara e os motores Honda inalterados como pacote técnico, mas com as alterações necessáriaspara dar mais segurança aos pilotos e agilidade às corridas. prova dissó e a macha ré que os carros não tinham. Com apenas cinco mil e quinhentos dólares as equipes equiparam seus carros com uma ferramenta que vai diminuir em muito o tempo das bandeiras amarelas nas corridas em mistos. Neste ano serão nove corridas nesse tipo de pista e claro que a possibilidade de o próprio piloto sair, sem ajuda dos fiscais de pista, de uma barreira de pneus é mais que bem vinda.E reparem no custo, cinco mil e quinentos dólares. Em automobilismo, dinheiro de pinga, diriam os que bebem.
Com aitudes assim, acredito, a categoria dá passos comedidos mas firmes nesses tempos de dificuldades economicas. Vemos equipes com dificuldades, empresários interessados em entrar na categoria, mas sem encontrar investidores. Gil de Ferran éum desses empresários. Sua equipeainda não se garantiu para a temporada e, claro, Gil n ão vai querer fazer sua estrëia na Indy com algo que ele sabe não ser o melhor possível. Ele sabe o quanto precisa pra fazer um bom papel. Algo digno de sua história e, mais que isso, de sua competëncia.
As 500 milhas de Indianápolis também sofreram modificação em função dos custos. Quinze dias de atividades, dois dias de treinos classificatórios e muita pressão pela performance. Essa redução só é possível porque o pacote técnico permanece,as equipes o conhecem a fundo. Assim fecha-se o ciclo e o planejamento mostra sua eficiência. Em tempos de crise todos nós fazemos o melhor possível.