domingo, julho 12, 2009

Batidinha


Faltavam dezessete voltas para o final da prova. Hélio Castroneves tinha de se segurar por causa dos pneus macios já sem a melhor aderência. Dario Franchitti passou para a liderança e Helio passou a encarar o ataque do piloto que fazia show para sua torcida, Paul Tracy.

Não dava pra segurar porém a ultrapassagem do canadense estava acontecendo num dos trechos mais apertados da pista e a consequência foi a batida. Os dois se enroscaram e Tracy nem culpou Helio. Mas ninguém nas arquibancadas perdoou o brasileiro e a vaia foi das maiores.

Fim de prova para os dois com Tracy mostrando que alí ele manda, saiu em décimo quinto e seria osso duro de roer para Franchitti nas voltas finais, tivesse ele passado.

Para Helio o acidente é um golpe forte em suas pretensões ao título pois Ryan Briscoe (334), Scott Dixon(345) e o novo líder Dario(347), abriram muitos pontos. O brasileiro tem 269 pontos.

A próxima corrida é dia 26 de julho em Edmonton, de volta ao Canadá.

Mais uma vez Rubinho é prejudicado na F-1.


Não adiantou nada a bela largada! Não adiantou largar na frente do companheiro de equipe, Jenson Button.
Na hora em que ficou claro que a Red Bull tinha mais velocidade pra vencer a corrida, Ross Brawn decidiu que não brigaria pela vitória ou pelo pódio com Rubinho e destruiu a corrida do brasileiro. Parada nos pits com uma ridícula ação de reabastecimento com troca de mangueira depois de um suposto problema e ainda por cima não deixaram a quantidade certa de combustível entrar no tanque.
Incompreensível! Inadmissível! Os caras são uma equipe de F-1, pôxa. Como pode?
Pensem comigo, se o erro problema com a primeira mangueira, era só deixar o combustível programado entrar no tanque que o Rubinho teria combustível para manter a estratégia de usar os pneus mais duros e ir até o fim sem mais paradas. Mas não, o novo bico da mangueira entrou e pararam o reabastecimento antes de entrar a quantidade necessária pra terminar a prova. E Rubinho voltou pro pit. Pra piorar a situação, nesse último pit faltando nove voltas para o final, colocaram pneus de composto duro evidentemente mais lento que o pneu de composto mais macio.
Assim Rubinho não só não chegou no pódio, não chegou a frente de Button, motivo principal da estratégia de destruir sua corrida, mas ainda perdeu o segundo lugar na classificação do campeonato.
A F-1 é mesmo triste nesse quesito de manipulação....Torço mais que nunca para Vettel!

Treinos em Toronto

Chuva nos treinos, pista curta e estreita, asfalto sem o emborrachamento necessário e, claro, tráfego compuseram um cenário bem ruim para os pilotos que brigam pelo título na Indy. Ryan Briscoe, Scott Dixon e Helio Castroneves ficaram lá atrás culpando tráfego. Helio vai sair em décimo, Briscoe o décimo primeiro e Dixon em oitavo.
A pole, porém é do também candidato ao título deste ano Dario Franchitti. O escocês teve pista livre e andou muito pra fazer de dois décimos de segundo mais rápido que o segundo do grid o australiano Will Power na terceira Penske.
Tony Kanaan ficou apenas em vigésimo depois de um acidente no terceiro treino livre. Rafael Matos é o nono, Mario Moraes é o décimo terceiro.
A corrida para os brasileiros promete ser bem difícil.

quinta-feira, julho 09, 2009

Toronto


Pista interessante, fãs apaixonados em uma das mais belas cidades que conheci. Toronto é a maior do Canadá e costuma ser dublê de Nova Iorque em muitos filmes de Hollywood por causa do custo mais baixo de filmar ali e, claro, pela semelhança de algumas de suas esquina com a considerada capital do mundo.

Toronto tem alguns dos melhores restaurantes de qualquer tipo de comida, o tráfego é civilizado, os hotéis são para todos os bolsos e pra completar o clima da cidade, nessa época do ano, mistura 23 graus de temperatura ambiente e um vento constante que faz de qualquer caminhada, ou mesmo corrida no parque, algo prazeroso.

Foi numa das lojas de música da cidade que conheci a banda Garbage. Indicação de uma das atendentes. As guitarras da marca Ibañes estavam em promoção, pena não ter mais dinheiro naquele dia...

Em 2001 produzi para a TV Record Internacional o programa "Fala Brasuca" que contava a história de brasileiros pela america do norte. E em Toronto também tem uma comunidade de brasileiros. Imersos no frio de sete meses anuais da cidade (inimagináveis nesses dias de verão), os brasileiros alí são trabalhadores admirados pela força de vontade e facilidade de adaptação. Uma das moças dessa cominudade, a Rose me contou que passou 16 anos em Toronto até poder voltar para casa, em João Pessoa. Voltou, viu as irmãs e os pais, chorou pelo tempo perdido e pelos rostos que quase nem conhecia mais. Passou um inverno na Paraíba e voltou para Toronto, sua casa, onde o filho João torce por Tony Kanaan.
Que na volta da Indy para a cidade a Rose, João e os outros brasucas da comunidade possam curtir uma corrida a altura da nossa espectativa por estar de volta a uma cidade tão querida por todos. A pista, bem a pista é parecida com a Long Beach.